quarta-feira, 20 de abril de 2011

O resgate da face original


Boa tarde, sejas quem fores, espero que te encontres bem contigo próprio e que te encontres sentado porque este post é o mais importante que alguma vez escrevi na minha vida. Este post trata daquilo que considero ser a prioridade nº1 da minha vida e que acredito, deveria ser a prioridade nº1 de toda a gente ou, no mínimo, de toda a gente que ambiciona aceder a um estado interior de paz, alegria e felicidade duradouros. Neste sentido, parece-me que o factor mais importante a ter em conta é o Resgate da Face Original.


O Resgate da Face Original consiste num mergulho profundo para dentro de nós próprios em busca da verdade pessoal sobre quem somos e sobre como deveremos conduzir as nossas vidas. Por mais programas de desenvolvimento pessoal que existam e, na minha opinião, todos os que experimentei têm imenso valor e contribuíram para o meu bem-estar, esses programas apenas promovem mudanças de curto-prazo, mudanças pouco consistentes, mudanças mais relacionadas com melhorias momentâneas nos estados emocionais do que, propriamente, uma subida de nível de Ser ou nível de Consciência. 

Importa aqui deixar muito bem claro o que vem a ser a diferença entre um estado e um nível. Basicamente, um estado é algo que se atinge momentaneamente enquanto que um nível, é algo onde se vive de uma forma quase permanente. Dando um exemplo, uma pessoa poderá viver no nível de consciência da tristeza mas, de vez em quando, poderá experienciar o estado de consciência da alegria quer consiga aceder a esse estado de uma forma intencional e consciente (através da prática de exercício físico ou de uma prática de meditação, por exemplo), quer de uma forma inconsciente (devido a mudanças orgânicas produzidas por uma boa noite de sono, por exemplo). No entanto, o nível predominante em que a pessoa se encontra não deixa de ser o da tristeza. O nível de Ser ou o nível de Consciência atrai as diversas circunstâncias da vida, bem como as actividades que levamos a cabo, aquilo que pensamos, aquilo que sentimos, numa base regular, diária. Por esta ordem de ideias se poderá deduzir logicamente que, quanto mais elevado for o nosso nível de Ser ou de Consciência, melhores serão os nossos pensamentos, as nossas emoções, as nossas acções e, por acréscimo, melhor será a nossa qualidade de vida, o nosso bem-estar, a nossa bondade para com os outros, a nossa generosidade, porque quanto mais tivermos para nós, mais teremos para partilhar com os outros. Uma pessoa que viva no nível de Consciência da tristeza, será isso que terá para partilhar com os demais. E quem quererá partilhar desse estado interior senão o mesmo tipo de pessoa que viva no nível de consciência da tristeza? Ou seja, o nível de consciência atrai para nós pessoas do mesmo tipo o que vem reforçar a permanência nesse mesmo nível. Então, se nós queremos atrair para a nossa vida as melhores condições possíveis o que te parece que temos de fazer? Obviamente, subir de nível de Consciência. Então e como é que se faz para subir a escada dos níveis de Consciência. A resposta para mim é óbvia porque a aplico diariamente e sei que funciona: MEDITAÇÃO!

Então mas o que é que faz essa tal meditação que tem o poder de nos elevar o nível de Consciência?

Há que procurar, em primeiro lugar, entender o que poderá ser esta questão da Consciência, uma palavra que em si mesma poderá estar já um pouco carregada de determinados significados. Segundo entendo a questão, a Consciência é para mim uma espécie de discernimento claro acerca do que devo ou não devo fazer em cada momento, tendo em conta o meu objectivo de máximo bem-estar e auto-realização. A Consciência é uma espécie de vozinha interior que diz coisas tais como “Deixa estar isso…não te preocupes que tudo vai acabar bem” ou “Tem calma, não respondas a essa provocação porque é isso que a outra pessoa quer que faças” ou “Talvez o melhor seja ires por ali, fazeres isso desta ou daquela maneira”, ou ainda “Está quieto, deixa passar o estado emocional negativo dessa pessoa, daqui a nada já está tudo calmo outra vez, simplifica”, dá para compreender a ideia de como actua a Consciência. 

Para quem conhece a história do Pinóquio lembrar-se-á que, por trás deste boneco existe sempre a personagem do Grilo Falante. Neste caso, o Pinóquio representa o mentiroso dentro de nós, aquele que segue as ilusões da mente, ou seja, o EGO, enquanto que o Grilo Falante está sempre por trás dele a tentar, em vão, dissuadi-lo de fazer todos os seus disparates, simbolizando a CONSCIÊNCIA. E, curiosamente, este boneco, até quase ao final do filme, foi um boneco de madeira, ou seja, ainda não humano. Apenas no final da história, o boneco morre, nascendo o Ser Humano verdadeiro. Não quererá isto dizer que apenas quando abandonamos o EGO (identificação com a mente e as suas mentiras) e despertamos CONSCIÊNCIA, nos tornamos verdadeiramente Humanos? Consta que Walt Disney se tratava de um indivíduo bastante esclarecido. Aliás, as suas obras permitem intuir isso mesmo!

A Consciência é uma função mais elevada do que a mente, está mais próxima da linguagem do coração, da linguagem da intuição, da linguagem da clarividência, da linguagem da telepatia que nos permite entender de uma forma muito subtil, subliminar o que é acertado ou não fazer nas diferentes situações da vida, de momento a momento. E para despertar a Consciência é necessário, em primeiro lugar, compreender a necessidade de o fazer e, depois, saber como o fazer e, depois, fazê-lo diariamente para o resto da vida! 

A meditação, ferramenta fundamental para conseguir o nosso objectivo de despertar Consciência, permite-nos entrar em contacto com o mais profundo de nós mesmos e, esse contacto com o mais profundo de nós mesmos, enche-nos de energia e esta energia corresponde precisamente a uma elevação do Nível de Consciência porque, para nos elevarmos acima da MENTE Pinóquia (que nos engana sistematicamente com pensamentos erróneos e negativos que nos atiram para níveis de Ser inferiores que magnetizam condições de vida complicadas e dolorosas) precisamos de energia, ou seja, precisamos de Consciência, precisamos do desenvolvimento de uma entidade interna capaz de observar a MENTE falaciosa. 

Podemos pensar que a mente é como uma espécie de ladrão. Se o ladrão pensar que não está a ser observado, ele irá fazer o que bem entender, porque sabe que não haverá nenhuma punição. No entanto, se este ladrão souber que está a ser observado ele poderá, mesmo assim, prevaricar, mas não com o mesmo à vontade. Por isso, observar a mente com a Consciência (e, por isso, uma função mais elevada do que a mente), permite à Consciência direccionar a mente de forma correcta. Costuma-se dizer que a mente ao serviço da Consciência é uma ferramenta extraordinária, uma verdadeira caçadora de soluções, capaz de realizar prodígios. No entanto, a mente como senhora da Consciência é altamente perigosa porque a mente em si apenas procura a satisfação do prazer (consumo de drogas, tabaco, álcool, comida em excesso, etc) e a fuga da dor (fuga do trabalho que tem de ser feito, fuga às dificuldades e problemas que têm de ser enfrentados, etc), originando, por essea razão, toda a espécie de problemas e dificuldades. 

Neste sentido, a prática diária da meditação, ao mesmo tempo que reduz o poder da mente, aumenta o poder da Consciência, função através da qual devemos conduzir as nossas vidas porque é ela que sabe do que realmente necessitamos para ter uma vida de extraordinária qualidade. E para termos uma vida de extraordinária qualidade não precisamos de mais nada além de: casa, comida, roupa lavada, água e amor no coração, proveniente da gratidão por termos tudo aquilo de que necessitamos. O resgate da face original consegue-se através do despertar da Consciência, através da prática diária da meditação e também, através do afastamento gradual de circunstâncias que, a pouco e pouco, vamos percebendo que prejudicam a nossa qualidade de vida. E esse afastamento processa-se de forma natural e tranquila, uma vez que, à medida que avançamos na meditação e aumentamos o nosso nível de Consciência vamo-nos tornando cada vez mais incompatíveis com pessoas, locais e actividades onde existam emoções e energias negativas tais como, a raiva, o desejo, as bebedeiras, entre outras que começam a causar um elevado incómodo a quem tem a sua Consciência desperta. Essa Consciência desperta permite a uma qualquer pessoa identificar “Epah, estar aqui a fazer isto, neste lugar, com este tipo de pessoa não é nada bom para mim! Por isso, vou-me embora!” 

Esta é uma atitude que se começou a tornar vulgar, comum e corrente em mim, à medida que a minha Consciência tem vindo a despertar. Inicialmente, essa Consciência e atitude verificava-se para as actividades mais grosseiras, como beber álcool, fumar e ir a discotecas. Mas aos poucos tem-se vindo a estender a outras áreas, tais como certas relações pessoais, certas actividades, certos tipos de música negativa que ouvia e que já não ouço, etc. E, para mim, é este o processo que nos conduz ao resgate da face original, o objectivo verdadeiro e principal de quem quer viver a vida extraordinária à qual sempre teve direito.

Se quiseres saber como meditar visualiza o meu post acerca da meditação, o post anterior a este. Espero que fiques bem e que tomes a decisão maravilhosa de iniciar o resgate da tua face original. Um grande abraço para ti e até breve!

sexta-feira, 4 de março de 2011

O que vem a ser a meditação


Boa tarde a ti, sejas quem fores, espero que estejas o mais feliz possível. E se não estiveres tão feliz quanto possível, significa que tens um ego a controlar os teus pensamentos, sentimentos, hábitos, instintos e sexualidade, ou seja, um ego a controlar os teus 5 centros de energia. O Ego é uma entidade maléfica, que suga as nossas energias vitais, impedindo, consequentemente, qualquer espécie de bem-estar duradouro e é bom que saibamos que é ele a causa causorum de toda a infelicidade que tu ou qualquer outra pessoa possa estar a experienciar.

O Ego alimenta-se de dois momentos temporais: passado e futuro, ambos inexistentes, porque apenas existe um local existencial, ou seja, o momento presente. E aquilo que nos impede de sentir felizes no momento presente é, unicamente, a incapacidade de estar totalmente presente no momento. Se a nossa mente vagueia pelo passado ou fantasia acerca do futuro, a infelicidade é inevitável. Mesmo que, aquilo que pensamos sobre o passado ou especulamos acerca do futuro seja positivo, mais cedo ou mais tarde se transformará no seu oposto uma vez que a natureza do Ego é a dualidade, “quente-frio”, “alto-baixo”, “positivo-negativo”, “dia-noite”, “masculino-feminino”, etc, etc. Chegados a este ponto de compreensão, resta-nos compreender que a verdadeira felicidade não é dual, não é conflituosa e assenta sempre, por esse motivo, na integração dos opostos, no centro, no caminho do meio, no caminho do equilíbrio, que apenas se consegue através da plena vivência do momento presente, da plena aceitação do momento presente, apresente-se ele tal como se apresentar, a penas a aceitação total e integral possibilita sentir aquela paz que se encontra fora do tempo, mais além da mente, dos sentimentos e dos hábitos, aquela felicidade que todos nós, num ou noutro momento, através de um ou outro meio, experienciámos. E sempre que experienciámos essa paz inefável, uma coisa é certa: não existia em nós qualquer tipo de expectativa, qualquer tipo de recordação. A mente e o Ego encontravam-se quietos porque, doutro modo, esse estado de paz e beatitude não teria ocorrido. Esse estado pode ter ocorrido enquanto pintavas, ou enquanto jogavas futebol, ou enquanto apanhavas ondas, ou enquanto mergulhavas na refrescante água do mar num dia de Verão, ou enquanto observavas um maravilhoso pôr-do-sol, ou enquanto jogavas ping-pong, ou enquanto lias um livro cheio de verdade e sabedoria, ou enquanto escrevias sem pensar, apenas deixando que os dedos batessem as teclas ao ritmo da intuição, ou enquanto assistias a um concerto da tua banda favorita, ou enquanto comias um delicioso gelado numa esplanada, ao final da tarde, contemplando o ceano e o por-do-sol, ou enquanto realizavas mergulho numa água cristalina e nadavas atrás dos peixes ou, enquanto meditavas, simplesmente sentado e satisfeito por existires e respirares. Enfim, tenha sido o que tenha sido, não interessa, uma coisa é comum em todas estas experiências: nada mais interessava para além daquele momento, daquele eterno presente em que o tempo pára, não o tempo cronológico, mas o tempo psicológico. Momentos que, por mais anos que vivamos, são inesquecíveis, precisamente porque só se pode esquecer aquilo que acontece no tempo e esses momentos acontecem fora do tempo. A este tipo de experiência chamo de meditação. Para mim, meditação é todo e qualquer estado através do qual nos encontramos integralmente presentes no momento, em que nada mais interessa além do momento. A principal dificuldade que te pode surgir é, precisamente, quando nos questionamos: como posso produzir intencionalmente este tipo de momentos? Porque aí surge uma coisa que se chama de expectativa. E a expectativa vem da mente, vem do Ego, que quer agarrar no tempo algo que, em si, não pertence ao tempo. E qual a solução para isto, então? A solução é a transcendência do Ego, a transcendência das expectativas, porque apenas por aí poderemos voltar a aceder às experiências meditativas. Essas experiências apenas podem surgir quando não esperamos que elas aconteçam e o máximo que nos é possível fazer é, precisamente cultivarmos conscientemente a presença no momento. E essa presença no momento pode, segundo o entendo, ser conseguida de duas maneiras diferentes: (1) Meditação e (2) Contemplação. Passo a explicar, resumidamente, as duas técnicas.

(1) Meditação: Consiste em sentar comodamente numa cadeira, numa postura erecta, ou seja, com as plantas dos pés bem assentes no chão, as costas bem direitas (encosta bem o cóccis ao fundo da cadeira), as mãos relaxadamente colocadas sobre as pernas, os olhos fechado, uma musiquinha bem suave de fundo, se gostares, certifica-te de que não terás distracções humanas, telemóvel desligado ou silencioso e estás em condições de iniciar a prática da meditação. Advirto-te, porém de uma coisa. Ser-te-á muito difícil meditar se não tiveres acesso a um relaxamento mínimo do corpo. Se estiveres num estado de nervosismo ou tensão, convém que, antes de te sentares a meditar, te libertes desse estado através de uma caminhada, uma corrida, natação, seja o que for que possa libertar-te da tensão física. O corpo deverá encontrar-se minimamente relaxado. A partir daí as coisas tornam-se muito mais fáceis.

Então, reunidas as condições, a primeira fase será a da atenção consciente da respiração. A respiração é real, encontra-se no momento presente (ao contrário dos pensamentos que são irreais, subjectivos, fantasiosos e fora do momento presente, originando emoções negativas e prejudiciais e que, por isso, têm de ser transcendidos) e, conduzir o seu processo de forma intencional e consciente vai produzindo gradualmente um estado de paz e relaxamento. Um estado que surge naturalmente da presença no momento. A técnica consiste apenas em inspirar da forma mais lenta e profunda que te for possível e expirar da forma mais lenta que te for possível, com a única finalidade de observar esse processo (nada de pensar no processo, simplesmente, realizá-lo e observá-lo). Colocar uma separação entre o respirador e a testemunha observadora da respiração (a nossa Alma / Consciência, aniquiladora dos processos disfuncionais da mente e do Ego). Se surgirem pensamentos (o que é muito comum) apenas tens uma coisa a fazer. Voltar ao elemento integrador, ou seja, a atenção consciente da respiração. Vê a respiração como a bóia de salvamento constante dentro da prática da meditação. No entanto, nada de violência no retorno à atenção da respiração. Os pensamentos querem a tua atenção, querem que tu te identifiques com eles, para te fazerem abandonar a prática e deverás contorná-los de uma forma suave e tranquila. Uma atitude do género: “está bem pensamentos, obrigado pela vossa boa intenção, mas agora tenho outras coisas para fazer, até logo, tudo de bom para vós”, tal como farias com qualquer pessoa chata que encontrasses na rua e te quisesse prender para falar sobre banalidades que nada te interessam. Retorna à respiração, olha internamente para o pensamento e, muito suavemente, retorna à atenção consciente da respiração. Observa também, o maravilhoso estado de paz que se vai instalando (só de pensar, estou a ficar em pulgas para ir fazer uma prática, que é o que vai acontecer em seguida, eheh).

Para já, esta simples mas, poderosa, técnica de meditação é suficiente e garanto-te que, se a realizares tal como te expliquei aqui, começarás a sentir-te muito mais em paz, cada vez com maior capacidade para te colocares no momento presente, seja em que situação te encontrares (no trabalho, a andar na rua, no supermercado, com os amigos, etc) o que nos leva à segunda técnica.

(2) Contemplação: é basicamente a mesma coisa que a meditação mas, processa-se de olhos abertos. Há muitas situações em que não podemos dar-nos ao luxo de estar com os olhos fechados, nomeadamente quando nos encontramos fora de casa. No entanto, sempre que pudermos sentar-nos comodamente nalgum sítio, podemos respirar lenta e profundamente, tal como na atenção consciente da respiração, e procurar, com o olhar, captar o máximo de elementos que se encontrem dentro do nosso campo de visão. Faz o seguinte: sentado comodamente numa cadeira, ou num banco de jardim, ou no escritório, tal como foi explicado, procura olhar em frente, para um qualquer ponto fixo, procurando incluir o máximo de objectos apreensíveis dentro do teu campo visual. Procura fazer a mesma coisa enquanto estiveres parado em pé, ou a andar na rua, procura observar o que está a tua volta, procura apreciar tudo, dar o devido valor a tudo à tua volta, observando em simultâneo tudo o que se passa dentro de ti, sentindo o peso do teu corpo nas pernas, sentindo a roupa contra o corpo, procurando integrar o máximo de elementos possível na tua experiência da realidade, na tua experiência do momento presente.

Bem, para já, era o que tinha para partilhar contigo. A aplicação destas técnicas, diariamente, como quem lava os dentes ou toma banho, permitirá que o relaxamento se instale na tua vida, tornando-a muito melhor e mais prazerosa, que é o que todos queremos. Em breve, conto voltar para partilhar o que sei, para que possas apreciar a vida extraordinária que é tua por direito. Bem hajas por seres alguém que reclama a sua felicidade por direito. Um grande abraço da minha parte.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma visão científica da astrologia


Boa tarde caro amigo ou amiga!

O assunto que hoje me inspira a escrever é a Astrologia. A mim, pessoalmente, interessa-me todo o tipo de conhecimento que possa ajudar-me a conhecer-me melhor, porque autoconhecimento é uma fonte imensa de poder pessoal. Se eu me conheço bem a mim mesmo estarei suficientemente confiante para tomar decisões de qualidade na vida. Para mim, decisões de qualidade são aquelas que me levam a viver uma vida cada vez mais acertada, cada vez mais em sintonia com as minhas necessidades mais profundas. Uma vida que seja vivida em contacto com as minhas necessidades mais profundas é aquela vida de preenchimento, paz interior, bem-estar com a vida, ou seja, tudo aquilo que quero e muitas vezes não faço a mínima ideia de como conseguir. Nesse sentido, acredito firmemente que o primeiro passo para uma vida extraordinária é o autoconhecimento. 

Quanto melhor te conheceres, melhores serão as tuas decisões e melhor será a tua qualidade de vida (que é criada através das tuas decisões), mais apto estarás também a afastar-te de situações que sabes intimamente que apenas te irão prejudicar. Ajuda-te também a direccionar o foco mental para aquilo que realmente queres na vida, seja uma profissão adequada, seja uma relação íntima adequada, seja um estilo de vida adequado, seja o que for adequado para ti em cada momento, de acordo com o nível de consciência em que te encontrares. A partir do autoconhecimento poderás traçar objectivos capazes de preencher os teus valores e anseios mais profundos. Os verdadeiros anseios da tua alma. E é aqui que entra a Astrologia, nosso tema de análise!

A Astrologia, na minha percepção, pode e deve ser utilizada como uma ferramenta de autoconhecimento. No entanto, quero introduzir aqui dois conceitos actualmente muito badalados e discutidos nas esferas do conhecimento espiritual das várias religiões e tradições herméticas de todos os tempos e idades. São eles os conceitos de Karma e Dharma. Ambos os conceitos se referem, respectivamente, às várias acções, negativas e positivas e, as consequências que acarretam para a vida dos indivíduos, sociedades, países, mundo inteiro, etc. Quando cometemos acções negativas, adquirimos Karma. Quando cometemos acções positivas, adquirimos Dharma. A qualidade da nossa vida corresponde ao nosso saldo cósmico, ou seja, a diferença entre Dharma e Karma. Eventualmente, poderemos questionar: então mas, por que razão conheço pessoas que são tão boas, que fazem tão boas acções, que estão sempre prontas a ajudar o próximo, etc, têm tantos problemas na vida? A resposta é simples: o saldo cósmico não se resume à presente existência mas, sim, a todas as existências humanas que o indivíduo tem vindo a desempenhar (é na existência humana que o indivíduo tem Consciência, ou seja, a possibilidade de ajuizar convenientemente o que é correcto, ou não, fazer, e agir em conformidade com esse discernimento, inacessível às formas de vida Animal, Vegetal ou Mineral, formas de vida sencientes, elementais inocentes da Natureza). Nesta existência, o indivíduo pode ser extremamente virtuoso mas, em existências anteriores, ter sido altamente perverso, estando, por isso, a pagar dívidas kármicas (nada de mágico existe aqui, apenas Lei de Acção e Consequência). Tudo isto para dizer o quê, no que concerne ao tema deste post?

Tudo isto para dizer que o Mapa Astrológico de um indivíduo fornece indicações que podem ser muito importantes em termos de autoconhecimento, no que respeita às questões Kármicas e Dhármicas da presente existência. No momento do seu nascimento, o indivíduo nasce com o Sol (que simboliza o seu Real Ser Interior) numa determinada constelação (as doze constelações do Zodíaco que compõem o Cinturão Zodiacal que rodeia o planeta terra): Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. No entanto, a posição zodiacal em que o Sol se encontra não é o único aspecto a analisar num Mapa Astrológico. Todos os restantes planetas relevantes para análise astrológica (Lua, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão) estarão organizados de acordo com determinada configuração, fazendo ângulos harmoniosos entre si e/ou com o Sol (Trígonos, Sextis, Conjunções, que indicam o Dharma, os talentos do indivíduo, as áreas em que as coisas lhe são mais fáceis e fluidas) ou ângulos tensos entre si e/ou com o Sol (Quadraturas, Quincócios, Oposições, indicam o Karma, as áreas de maior tensão e dificuldade para o indivíduo). No entanto, estas influências astrológicas, mais não são do que elementos ofuscadores do Sol, do Real Ser Interior do indivíduo, que nada tem a ver com essas quadraturas, oposições, trígonos, etc. O Sol é o Astro Rei do Sistema Solar, é o Coração do Sistema Solar, que governa esse mesmo Sistema Solar, tal como, analogamente, o nosso Coração governa todo o nosso Organismo. Tudo o que acabamos de analisar aqui vai de encontro às habituais citações que ouvimos “Segue o teu Coração”, “Devemos seguir a sábia voz do Coração”, o que mais não significa que, “Segue o teu Real Ser Interior”. No entanto, na vida prática, o que acontece muitas vezes é que ficamos tão presos nas questões do Ego, ou seja, nas questões Kármicas e Dhármicas, tão identificados com as circunstâncias fascinantes da vida, que facilmente esquecemos os aspectos relacionados com o nosso Coração, onde mora o nosso Real Ser Interior, o único elemento idóneo capaz de nos dar verdadeira felicidade, dita interior, preenchimento verdadeiro e autêntico, aquela felicidade verdadeira, sustentável, independente de qualquer situação externa (quadraturas, oposições, trígonos, enfim, toda essa confusão). Daí, a necessidade de fortalecer o Nosso Sol Natal, o nosso Coração, para que a sua força expansiva possa colocar ordem nessa confusão, nesse desgoverno, nessa desordem, representados por essas quadraturas, oposições, trígonos, sextis, quincócios, etc, etc, etc..

Por melhor que seja um astrólogo, as suas previsões serão apenas fiáveis no caso de pessoas que funcionem com um nível de consciência abaixo do desejável, em que a sabedoria do seu Coração, do seu Real Ser Interior, do seu Sol interior não esteja suficientemente forte, suficientemente luminosa. Porque, à medida que esse Sol interior vai crescendo em Luz e força, tem poder para meter todos os outros planetas na linha. Visualizemos o Sistema Solar, com intensidade, com alegria, com dinâmica! Quem manda ali afinal? Será o Sol, Astro Rei que coloca todos os planetas sob a sua ordem? Ou serão os planetas que decidem qual a sua órbita própria? Quem manda ali afinal? Obviamente que é o Sol, Astro Rei, à volta do qual gravitam os planetazinhos. Gravitam e não piam! Quem manda, quem decide? Então, sendo nós, seres humanos, uma cópia fiel do Sistema Solar, qual é o nosso trabalho? O nosso trabalho é cumprir com o nosso dever cósmico! O nosso trabalho é o de activar os fogos do Coração para que ele possa ordenar todo o nosso Mundo Interior, à semelhança do que o Sol faz no Sistema Solar. A partir desse momento, quais quadraturas, quais oposições, quais prognósticos? Zero, totalmente inúteis. O Homem Consciente jamais será escravizado por qualquer configuração ou trânsito astrológico. O Homem vai-se tornando cada vez mais senhor de si mesmo, à medida que a sua Consciência desperta.

Então, e como se desperta Consciência? Consciência é energia! E para nos enchermos de energia existem muitas maneiras. E, de seguida, apresento uma delas que funciona para mim. Muito simples, um exercício que demora, para campeões da retenção do oxigénio, cerca de 15 minutos. O que são 15 minutos num dia? São 15 minutos que melhorarão em muito todos os restantes das 24 horas (1440-15= 1425minutos). Sejas quem fores, se realizares este simples exercício 2/3 vezes por dia (pessoalmente gosto de praticá-lo ao levantar, ao final da tarde, antes de deitar e, em toda e qualquer situação em que me sinta fraco e sem energia, onde precise rapidamente de energia). 

Esse exercício chama-se Pranaiama e a sua execução é muito simples. Sentado comodamente numa cadeira, com as costas bem direitas, fecharás os olhos suavemente, colocarás a palma das mãos sobre as pernas e realizarás três inalações lentas e profundas…sentindo o ar encher totalmente os pulmões para, depois, os esvaziares de forma igualmente lenta, até os pulmões ficarem totalmente vazios. Em seguida, taparás a fossa nasal esquerda com o dedo indicador da mão direita (ou a fossa nasal direita com o dedo polegar da mão direita se fores uma mulher), inalando com a narina desocupada até encheres totalmente os pulmões. De seguida, tapa totalmente o nariz com os dedos indicador e polegar da mão direita e retém a respiração, o alento da vida, durante o tempo que te for possível (nada de forçar em excesso…aguenta até começares a sentir um ligeiro desconforto). Próximo passo, retira o dedo indicador da narina esquerda (ou o polegar da narina direita, se fores uma mulher) e exala lentamente o ar. Em seguida, inala novamente por essa mesma narina até encheres totalmente os pulmões. O próximo passo é tapar as duas narinas e reter o alento da vida. Finalmente, retira o polegar da narina direita (ou, o indicador da narina esquerda, se fores uma mulher) e exala, lentamente, o ar. Este ciclo constitui um Pranaiama Completo. Pessoalmente costumo realizar 7 pranaiamas completos por sessão. É um exercício com grandes benefícios, entre os quais testemunho os seguintes:
  • Bem-estar, força interior;
  • Calma, atenção, descontracção, destemor;
  • Não-reactividade;
  • As pessoas reagem-nos melhor;
  • Elevadíssima concentração;
  • Força de vontade espartana;
  • Capacidade de resistir às vibrações negativas de quem nos rodeia;
  • Alegria e Optimismo;
  • Abandono gradual de hábitos negativos (fumar, por exemplo);
  • Fortalecimento dos Fogos do Coração;
  • Ausência de esgotamento no final do dia; entre outros que deixo para descobrires por ti mesmo ;)
Bem, por hoje é tudo! Espero voltar em breve para partilhar mais estratégias e hábitos de vida saudáveis.  Um forte abraço!